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Com o seqüenciamento do genoma da cana será possível desenvolver variedades mais resistentes. Fonte Fapesp.

 

 

Uma estratégia para o genoma

Quando, no início de 1997, a Fapesp decidiu investir em um único projeto US$ 15 milhões, montante que jamais havia investido em outra pesquisa individualmente, o objetivo da agência era claro: inserir o Brasil no circuito internacional da biotecnologia. Para isso, a escolha do primeiro organismo a ser seqüenciado era crucial. "O projeto não poderia dar errado", salienta o diretor científico da Fapesp, José Fernando Perez.

Era preciso escolher um organismo compatível com as condições a que o país poderia atender em curto prazo, o que envolvia capacitar pesquisadores nessa área, comprar equipamentos adequados e montar uma estrutura de trabalho eficaz. Nesse contexto, a escolha da Xylella foi acertada, embora não tenha sido unânime desde o começo. "No início, essa bactéria nem era a mais cotada entre os candidatos, pois apresentava algumas características 'desfavoráveis', como sua difícil cultura in vitro", lembra Perez.

Mas os pontos "positivos" da Xylella falaram mais alto. O mais forte foi o fato de que seria o primeiro fitopatógeno a ser seqüenciado. E não apenas pelo ineditismo a pesquisa, mas principalmente por haver interesse manifesto de uma empresa no projeto, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), que contribuiu com US$ 500 mil. Vale lembrar que a agroindústria é uma das principais interessadas na pesquisa genética de plantas e bactérias que afetam as plantações. Tanto assim que, no rastro do Genoma Xylella, logo surgiu o Genoma Cana, voltado ao estudo dos genes relacionados com o metabolismo da sacarose, a resistência a pragas e a tolerância a condições desfavoráveis de clima e solo. Este projeto, que mobiliza 150 pesquisadores e 23 laboratórios, tem orçamento de US$ 8 milhões, financiados pela Fapesp e também recebeu US$ 500 mil da Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar).

"A indústria sucro-alcooleira considera este projeto estratégico para o Brasil pois, antes dele havia somente três ou quatro grupos de pesquisa em genoma da cana-de-açúcar no mundo", afirma William Burnquist, gerente de fitotecnia do Centro de Tecnologia da Copersucar. A empresa trabalha há três anos com o melhoramento genético da cana. Cinqüenta por cento do que se planta no Brasil é fruto destas pesquisas. Burnquist acredita que com os dados do Genoma Cana será possível desenvolver variedades de cana mais resistentes ao alumínio do solo que lhe é tóxico, variedades produtoras de novos açúcares ou que tenham o seu florescimento inibido para maior acúmulo de açúcar nos colmos.

Além de empresas brasileiras, instituições estrangeiras também já demonstraram interesse pelos resultados dos projetos genoma...

   
         
     
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Atualizado em 06/07/00

   
     

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