Governo
de Minas atrai parcerias para projeto de inclusão digital
A
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas
Gerais lançou, no dia 7 de julho, o Projeto de Inclusão
Digital do estado. Com apoio de parceiros como a Empresa de Infovias,
provedor de acesso à Internet do governo estadual, e de empresas
da iniciativa privada, como a First International Computer
(Fic) do Brasil, o projeto irá envolver na fase piloto nove
escolas de cinco municípios, sem custo algum para o governo.
O estado espera conseguir novos parceiros para atingir a meta do
projeto, que é atender cinco mil escolas em 150 cidades mineiras,
nos próximos três anos e meio.
De
acordo com o gerente-executivo dos Projetos Estruturadores de Minas
Gerais, William Brandt, três critérios principais foram
levados em conta na seleção dos municípios
que serão atendidos pelo projeto-piloto. No caso de Itaipé,
no vale do Jequitinhonha, Brasília de Minas, no norte do
estado, e de Astolfo Dutra, no sudeste mineiro, o critério
foi o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desses
municípios. Santa Rita do Sapucaí, ao sul, também
foi escolhida por abrigar indústrias do setor de informática.
"Essa cidade é conhecida como o nosso 'Vale do Silício',
e um dos fornecedores de equipamentos do projeto é de lá",
diz Brandt. A capital mineira, por sua vez, já tinha um projeto
modelo em escolas estaduais de três favelas, que agora será
ampliado.
"Há
várias experiências isoladas em inclusão digital,
mas no caso dessas favelas de Belo Horizonte, o projeto funciona
porque a própria sociedade está cuidando dele",
afirma o gerente-executivo. Em Santa Rita do Sapucaí, outras
três escolas também já tinham um projeto de
informatização, faltando apenas o acesso à
Internet. Com a utilização da infra-estrutura do sistema
da Infovias, empresa ligada à Companhia Energética
de Minas Gerais (Cemig), essas e as outras escolas do projeto terão
acesso de banda larga à Internet.
Os
outros parceiros do projeto, como D-link, Akwan, Sinergia Automação
e Telemetria, Escola 24 horas e WebAula, irão fornecer às
escolas impressoras, micro-computadores, aplicativos e treinamento.
"Na inclusão digital, o professor também tem
que ser incluído, além do velho e do jovem que quer
o primeiro emprego", diz Brandt.
Segundo
ele, há uma intenção do governo estadual de
investir em uma cultura de uso de software livre, e por isso os
computadores receberão o sistema operacional Linux, além
do Windows. Ele explica que muitas escolas já haviam recebido
equipamentos com Windows, doados por programas do governo federal
anterior, e esse material não pode ser desprezado.
No
município de Santa Rita do Sapucaí também já
está funcionando um micro-ônibus equipado com dez micro-computadores
e ar condicionado, que atende escolas da zona rural. O micro-ônibus
fica dois dias em cada escola, de onde ele tira a energia para o
funcionamento dos equipamentos; em seguida, segue para outra escola,
e depois de um período, retorna à escola onde já
esteve.
De
acordo com o gerente-executivo, o projeto estará implantado
até agosto, em Brasília de Minas, até setembro,
em Itaipé, e até novembro, em Astolfo Dutra. A Meta
do governo é atingir 450 laboratórios de informática
em todo o estado e colocar em funcionamento de 30 a 40 laboratórios
móveis como o de Santa Rita do Sapucaí.
Leia
também:
Prefeitura
de Recife exibe projeto itinerante de inclusão digital na
SBPC