Monitoramento de agrotóxicos exige equipamentos caros, pessoal especializado e anos de rastreamento

Por Gustavo Steffen de Almeida

Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp participou de estudo inédito em seis estados brasileiros durante cinco anos sobre resíduos de glifosato em soja. Herbicida polêmico ainda não é oficialmente monitorado por programas governamentais. Continue lendo Monitoramento de agrotóxicos exige equipamentos caros, pessoal especializado e anos de rastreamento

Investimentos públicos, dados privatizados

Como uma orquestra de atores privados e públicos, do interior de São Paulo até o Vale do Silício, monitora dados de deslocamento no transporte público ao mesmo tempo em que nega informações à sociedade

Por Camila Montagner Continue lendo Investimentos públicos, dados privatizados

Febre amarela no Brasil: dos primórdios à atualidade

Por Cecilia Café-Mendes

Admite-se que no Brasil a primeira epidemia de febre amarela tenha acontecido no Recife, em 1685. A tese mais provável é de que a doença veio do continente africano em decorrência do intenso tráfego de pessoas durante o período colonial. Entretanto, os primeiros dados sobre a doença destacam sua presença já na zona portuária, sem mencionar o desembarque ou a presença de indivíduos doentes em navios.

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O longo percurso para se chegar à vacina contra a febre amarela no Brasil

Por Juan Mattheus Costa

A forma mais eficaz de prevenção da febre amarela é por meio da vacina, que para chegar ao modelo atual passou por diversas pesquisas, que iniciaram com uma simples questão: qual o agente causador da doença? De acordo com o professor do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, Jaime Larry Benchimol, autor de Febre amarela a doença e a vacina, uma história inacabada, diversos médicos e cientistas, entre os séculos XIX e XX, debruçaram-se sobre a questão.

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Febres odiosas

Por Carlos Vogt

No século XIX, mais de 3 mil pessoas foram, durante nove anos, vitimadas pela febre amarela no município de Campinas.

Luiz Roberto Camargo Penteado, estudante de medicina em Paris, e a professora Rosa Beck, suíça, apaixonaram-se e ficaram noivos. Ao final do curso, ele volta a Campinas. Ela, para fazer-lhe uma boa surpresa, movida pelos sentimentos, decide no ano seguinte à partida do amado, embarcar para o Brasil, onde chega em fevereiro de 1889, no porto de Santos. Contraíra, contudo, Continue lendo Febres odiosas

“Onde está, afinal, a civilização?”: A intimidade imaginada de Oswaldo Cruz em “Sonhos tropicais”, de Moacyr Scliar

Por Gustavo Steffen de Almeida

Mesmo a existência de microrganismos era questionada, e não só entre o povo pobre e sem instrução. Em alta à época, o positivismo tinha grande presença entre políticos e intelectuais brasileiros e, apesar de favorável à ciência, demonstrava um moralismo acentuado. Teixeira Mendes, notória figura política e adepto do pensamento de Comte, teria dito: “Os sanitaristas desconhecem a natureza moral do problema higiênico e reduzem tudo a questões materiais, visando assim a manter seus empregos bem remunerados”. Continue lendo “Onde está, afinal, a civilização?”: A intimidade imaginada de Oswaldo Cruz em “Sonhos tropicais”, de Moacyr Scliar

Febre amarela na iminência das fronteiras

Por Patricia Santos

Em 2016, as viagens turísticas tiveram crescimento pelo sétimo ano seguido. Foram 1,2 bilhões de chegadas internacionais registradas segundo a Organização Mundial de Turismo, 46 milhões de turistas a mais frente ao anterior, considerando visitantes que pernoitam no local de destino.

Em um contexto de grande trânsito de pessoas, doenças transmissíveis por vetores também são ágeis viajantes, porém sorrateiras. Um exemplo é o espalhamento do vírus zika, que chegou em março de 2016 em Miami, nos Estados Unidos, apesar de a transmissão local só ter sido confirmada em julho. Continue lendo Febre amarela na iminência das fronteiras

Febre amarela…uma das histórias sem fim

Por Maria Alice Rosa Ribeiro

Aqueles que não aprendem com o passado estão condenados a repetir seus erros […]. Em poucas áreas esta assertiva é tão verdadeira quanto na saúde pública. Quem quer que se tenha dedicado a esta tão ingrata quanto fascinante atividade vive sob a permanente impressão do déjà vu; e pior, aquilo que foi visto, e que é visto, não é agradável. A cíclica volta das pestilências ao Brasil, ainda que em circunstâncias sempre variáveis, é uma prova disto (Moacyr Scliar,1993).

A Moacyr Scliar, in memoriam

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Febre amarela midiática: a doença como um produto jornalístico

Por Cláudia Malinverni

No verão de 2007-2008, o Brasil vivia uma epizootia de febre amarela silvestre, desde o início classificada pela autoridade de saúde pública e a maior parte da comunidade científica como dentro da normalidade epidemiológica. A imprensa de massa discordou e deu ao evento uma intensa e controversa cobertura, que mobilizou a imprensa nacional em todos os suportes (TV, rádio, jornais, revistas, internet). Nesse processo de produção da notícia, configurou a doença como uma realidade epidêmica urbana – ciclo, ressalte-se, não registrado no país desde 1942. Continue lendo Febre amarela midiática: a doença como um produto jornalístico

_revista de jornalismo científico do Labjor