A popularização dos hormônios: verdades científicas ou metáforas para falar de gênero?

Por Fabíola Rohden

“São os hormônios!” “A culpa é dos hormônios!” “Os hormônios comandam tudo!”

Certamente, estamos muito acostumados/as a ler, a ouvir e mesmo a pronunciar frases como essas. E quando o fazemos, muito dificilmente está em cena um profundo conhecimento de endocrinologia ou mesmo de biologia em geral. Não são explicações pormenorizadas, específicas, precisas que vêm à tona na maioria das vezes nas quais essas afirmações categóricas são acionadas. Mas se não se trata disso, então, o que está por trás desse tipo de enunciado? Que mecanismo é esse que nos faz lançar mão de explicações que não necessariamente dominamos para dar conta de fenômenos tão variados? A ideia geral de que os hormônios explicariam quase qualquer coisa não se aplica apenas ao funcionamento do corpo humano, mas, sobretudo, tem sido associada de forma recorrente a comportamentos, preferências, emoções etc. E tem se tornado quase onipresente nas apreciações relativas a supostas diferenças existentes entre os gêneros (Rohden e Alzuguir, 2016).

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‘Mulheres, raça e classe’ de Angela Davis: a emancipação anticapitalista das mulheres negras

Por Sidélia Luiza de Paula Silva

Angela Yvone Davis tem um marco histórico incontestável enquanto ativista e intelectual da causa racial. O livro Mulheres, raça e classe tem uma contribuição singular para a discussão sobre emancipação para todas as mulheres.

Lançado em 1981, após a passagem de Davis pela prisão, torna-se um dos canais de história de luta das mulheres negras para apontar a invisibilidade destinada a elas, em diversos espaços na América escravista e em todos os tempos históricos, e mostrar os espaços de resistência e luta da população negra.

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Cultura e biologia influenciam gênero, mas é a ética que deve impulsionar debate

Por Tássia Biazon e Gustavo Almeida

A definição de gênero é muito vasta e complexa. O termo aborda as diferenças entre sexos e busca entender as relações sociais entre homens, mulheres e as pessoas que rejeitam essa dicotomia. Ao longo dos anos, diversas concepções foram se consolidando, como a apresentada no texto “Gênero: uma categoria útil de análise histórica” (1995), da historiadora Joan Wallach Scott, que define o gênero como uma categoria social imposta sobre um corpo sexuado. Continue lendo Cultura e biologia influenciam gênero, mas é a ética que deve impulsionar debate

Como é ser mulher no mercado de trabalho?

Por Juan Mattheus 

Levará 95 anos para que haja igualdade entre homens e mulheres no Brasil, aponta relatório do Fórum Econômico Mundial. O documento, divulgado em outubro de 2016, mostrou as diferenças no mercado de trabalho em 144 países – o Brasil ocupa o 79ª lugar. No topo, ficaram a Islândia (1º), Finlândia (2º) e Noruega (3º). O relatório aponta, também, que há um desperdício de talentos quando não são dadas oportunidades profissionais às mulheres.

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Estatísticas alarmantes exigem atenção à violência de gênero

Por Carolina Medeiros

Na madrugada do dia primeiro de janeiro, um homem invadiu uma casa em Campinas, no interior de São Paulo, matou 12 pessoas de uma mesma família e, após os disparos, se matou. Entre as vítimas da chacina estavam a ex-mulher e o filho do atirador, e as demais eram todas mulheres da família da ex-esposa. O crime foi classificado como feminicídio. Continue lendo Estatísticas alarmantes exigem atenção à violência de gênero

As múltiplas identidades na militância de gênero

Por Juliana Passos

A chuva torrencial que caía em Florianópolis no começo daquela tarde já preparava as integrantes do coletivo Marias vão com as outras para receber um menor número de meninas. Se, no dia anterior, tinham recebido a turma completa, com as 31 inscritas, parecia que não receberiam mais de dez. Mas, aos poucos, a sala reservada no horto florestal foi lotada pelas participantes, vindas de todos os cantos da cidade, de escolas públicas e particulares, com idades entre 10 e 14 anos, para participar de diversas oficinas de empoderamento feminino ao longo da semana.  Continue lendo As múltiplas identidades na militância de gênero

Caso CTNBio aponta fragilidades do modelo regulatório

Por Patricia Santos

Ciência e tecnologia aplicadas à agricultura impactam diretamente a produção, e chegam à população na forma de produtos, como é o caso de alimentos transgênicos. Nesse processo, é necessária a aprovação de órgãos reguladores. Mas como funciona um órgão dedicado a esse tipo de questão?

Esse é o enfoque de um estudo de autoria do pesquisador Paulo Fonseca, do Departamento de Sociologia e Ciência Política da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Continue lendo Caso CTNBio aponta fragilidades do modelo regulatório

Novas tecnologias, inclusão social e o futuro do audiovisual na Expocine 2016

Por Fátima Gigliotti

Voltada para a indústria cinematográfica de exibição, distribuição e fornecedores de tecnologias, serviços e produtos, a convenção aconteceu em São Paulo de 16 a 18 de novembro, e foi também sede do “Encontros Spcine”. Continue lendo Novas tecnologias, inclusão social e o futuro do audiovisual na Expocine 2016

_revista de jornalismo científico do Labjor