Hypernormalisation de Adam Curtis não é sobre fake news, é sobre a raiz desse mal: o ataque à política

Por Rafael Evangelista

Os cortes, a montagem, a narração afirmativa, a música pop cuidadosamente encaixada e repetida, a seleção cuidadosa de imagens de arquivo e sobras de gravação que nunca foram ao ar, tornam fácil associar o cinema de Adam Curtis ao que ele busca nos alertar: a corrupção do real, do fato, da informação, do encadeamento histórico em benefício de uma mistura histérica e manipulativa entre realidade e ficção. A escolha irônica desse formato, que por vezes afasta alguns espectadores descrentes, é a grande força de Curtis, é o que torna seus documentários tão impactantes e atuais. Mas não devemos nos enganar, o cineasta inglês é, acima de tudo, um jornalista, um rato de arquivo mergulhado na memória do noticiário internacional, cuidadosamente elencando acontecimentos, interesses e ideias vindas de áreas díspares da cultura e da economia global. A sua maneira, Curtis é também um divulgador crítico da ciência e das teorias sobre o homem. Seus temas e análises, embora pareçam tirados da cartola, sempre estão em diálogo com intelectuais críticos do nosso tempo, muitos deles figurando nos próprios filmes. Continue lendo Hypernormalisation de Adam Curtis não é sobre fake news, é sobre a raiz desse mal: o ataque à política

Notícias falsas: a pós-verdade e as redes sociais

Por Sarah Schmidt

Não à toa, os holofotes se voltaram para a questão das fake news após as eleições norte-americanas de 2016, quando o magnata Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos e um grande volume de boatos e notícias falsas foram relatados pela mídia.

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Coronelismo eletrônico ignora Constituição e distorce a democracia no Brasil

Por Carolina Medeiros e Graziele Souza

O próprio Supremo Tribunal Federal, chamado guardião das normas constitucionais, já confirmou que o artigo 54 proíbe claramente deputados e senadores de serem sócios de pessoas jurídicas titulares de concessão, permissão ou autorização de radiodifusão. Hoje mais de 270 deputados e senadores controlam cerca de 350 emissoras. Continue lendo Coronelismo eletrônico ignora Constituição e distorce a democracia no Brasil

A era da (des)informação

Por Tássia Biazon

A internet mudou a dinâmica da transmissão de informações, e mais facilmente fatos se misturam com meias-verdades e inverdades, já que é um ambiente em que qualquer pessoa tem capacidade de produzir, acessar ou difundir uma heterogeneidade de informações. O que, de um lado, oferece maior democratização do conhecimento, por outro, facilita a disseminação do equívoco. Continue lendo A era da (des)informação

Judith Butler: ‘Boa parte de teoria queer foi dirigida contra o policiamento da identidade’

Eu também fiquei desorientada com o surgimento dos estudos queer como uma afirmação de ‘identidades queer’ que ocorreu em certos lugares na Europa. Agora as pessoas dizem: ‘eu sou queer’, e no momento que a teoria começou, tenho bastante certeza de que quase todos achavam que ‘queer’ não deveria ser uma identidade, mas sim nomear algo da trajetória incapturável ou imprevisível de uma vida sexual. Talvez a afirmação ‘eu sou queer’ deva ser a exibição pública de um paradoxo sobre o qual as outras pessoas devem pensar. Entendo que, em certos contextos, a demanda por reconhecimento dentro de estruturas institucionais e públicas é grande, e que uma forma de conseguir isso é estabelecendo uma identidade.” Continue lendo Judith Butler: ‘Boa parte de teoria queer foi dirigida contra o policiamento da identidade’

_revista de jornalismo científico do Labjor

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