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Os muitos paradoxos da viagem no tempo. Relatividade e ciência na cultura pop

As propostas de Einstein para a compreensão de tempo, espaço, velocidade e gravidade são tão empolgantes que acabaram por ser representadas nas mais diversas formas na ficção. Apesar de suas limitações como fonte de informação científica real, a “cultura pop” tem grande potencial para instigar o interesse pelos conceitos e postulados da ciência.

Bruno Moraes Continue lendo Os muitos paradoxos da viagem no tempo. Relatividade e ciência na cultura pop

Em ‘Eu, robô’ de Isaac Asimov, os robôs são distração

Por Carlos Orsi

Leitura do clássico vale, ainda hoje, tanto pela diversão que traz quanto pelas reflexões que provoca – não sobre a automação e seu impacto na sociedade, mas sobre a natureza da inteligência, a fluidez da linguagem (afinal, o que significa “ferir um ser humano?” o que é “ferir”? o que é “humano”?), sobre liberdade e, por fim, sobre a relação da humanidade com quaisquer tecnologias que cria. Continue lendo Em ‘Eu, robô’ de Isaac Asimov, os robôs são distração

A nave da melancolia

Por Carlos Vogt

Ray Douglas Bradbury nasceu em 1920 em Waukegan, Illinois, nos Estados Unidos da América do Norte.

Condensada assim em poucas palavras, essa informação, contudo, é fundamental para compreender alguns aspectos marcantes da obra desse escritor, mundialmente conhecido e tão ligado às lembranças de sua infância. Continue lendo A nave da melancolia

Uma odisseia pelo centenário de Arthur C. Clarke

Por Gustavo Steffen de Almeida

O ano de 2017 é especial para os entusiastas e pesquisadores da literatura de ficção científica. Há 100 anos, nascia um dos maiores escritores do gênero, que, além de contribuir com a literatura, ajudou a fazer com que a ficção científica transpusesse a barreira dos livros, alcançando novos âmbitos, públicos e magnitude. O centenário de Arthur C. Clarke é uma data importante, e olhar para sua obra ainda hoje é essencial para entender a literatura de ficção científica e – por que não? – a própria ciência.  Continue lendo Uma odisseia pelo centenário de Arthur C. Clarke

Uma árdua batalha entre forma e conteúdo: o herói de ficção científica e a “neutralidade” de gênero

Por Thais Farias Lassali

A ausência de feminilidade no heroísmo faz com que, de uma maneira geral, personagens com muitas características femininas não sejam vistas como possíveis heróis ou como personagens que possam, de fato, solucionar o problema proposto pela narrativa. Nesse sentido se explica com mais espessura as heroínas: para elas serem aceitáveis como dignas do mínimo de heroicidade, elas precisam ser neutralizadas. Continue lendo Uma árdua batalha entre forma e conteúdo: o herói de ficção científica e a “neutralidade” de gênero

“A chegada”: ficção científica contemporânea e a temática do tempo e do futuro

Por Maria Cristina Couto

Os filmes de ficção científica procuram projetar o futuro da humanidade a partir de dimensões diversas: os cenários, os objetos e as personagens. Essa projeção, em A chegada, além de referir-se ao futuro de maneira objetiva, aponta também para questões amplas da humanidade, como a incerteza, quais seriam as possibilidades a partir do conhecimento do tempo futuro e ainda qual a importância da linguagem e das comunicações nesse contexto. Continue lendo “A chegada”: ficção científica contemporânea e a temática do tempo e do futuro

Luiz Bras: Nosso tempo precisa de novos mitos, não dualistas, que incluam e equilibrem as mais diferentes polaridades

Por Janaína Quitério

Escrever contos e romances sobre criaturas moldadas em laboratório ou puramente eletrônicas é se relacionar com o outro. Com o estranho estrangeiro que nasceu de nós mesmos, mas apresenta outra subjetividade. Isso nos obriga a sair da rotina e pensar formas desconhecidas de interação política e comunicação afetiva. Continue lendo Luiz Bras: Nosso tempo precisa de novos mitos, não dualistas, que incluam e equilibrem as mais diferentes polaridades