CARTA AO LEITORNOTÍCIASENTREVISTASREPORTAGENSRESENHASCRÍTICA DA MÍDIALINKS DE C&TCADASTRE-SE NA REVISTABUSCA POR PALAVRA-CHAVECARTA AO LEITORNOTÍCIASENTREVISTASREPORTAGENSRESENHASCRÍTICA DA MÍDIALINKS DE C&TCADASTRE-SE NA REVISTABUSCA POR PALAVRA-CHAVE
 

 

Notícias da Semana

Notícias Anteriores

Eventos
Janeiro
Fevereiro
Março
Abril
Maio

Divulgue
seu evento


 



Brasileiros desenvolvem sistema de comunicações inviolável para o Sivam

Os maiores gênios de três instituições nacionais, o Centro Técnico Aeroespacial (CTA-ITA), o Centro de Estudos em Telecomunicações (Cetuc-PUC-Rio) e técnicos do CCSivam, estão trabalhando para decifrar o sistema de algorítimo alemão que foi comprado pelo Brasil da Röde-Schwartz - empresa alemã do mercado de defesa destinado exclusivamente ao mercado de telecomunicações. Um algorítimo é um modelo matemático que está na base de um sistema de comunicações.

O coronel Paulo Esteves, da Comissão para Coordenação do Sistema de Vigilância da Amazônia (CCSivam) explica que essa é a garantia de que as informações geradas pelo projeto Sivam, por meio das 8 aeronaves (5 de vigilância aérea e 3 de sensoriamento remoto) não poderão ser acessadas ou manipuladas por qualquer outra nação. "O que os técnicos das três intituições estão fazendo é desenvolver nosso próprio modelo a partir de um modelo alemão. Assim teremos inviolabilidade nas nossas comunicações terra-avião. Não há meios de interferir nos bancos de dados do projeto, porque os softwares todos são de domínio exclusivo desses técnicos", explica o coronel. Ele conta que, quando foi comprado o sistema de comunicação militar dos alemães exigiu-se, no contrato, que o sistema de algorítimo viesse aberto. "Compramos o sistema de comunicações militares com o compromisso de garantir o sigilo das comunicações. O sistema é criptografado com saltos de frequência, isto é, inviolável", explica o coronel Esteves.

Ele rebate as críticas direcionadas ao projeto Sivam, que afirmam que este deveria usar tecnologia exclusivamente nacional, dizendo que isso é inviável. Ele conta que, quando o projeto Sivam apareceu no cenário nacional, no início da década de 90, o Brasil não tinha equipamentos de grande porte voltados para o mercado de defesa, especificamente. Assim, a solução foi contratar serviços e comprar equipamentos de países do Hemisfério Norte. Segundo ele, os maiores fornecedores eram os franceses e os norte-americanos. No entanto, garante que o fato de contratar serviços ou comprar equipamentos dos Estados Unidos não permitirá que eles monitorem, manipulem ou acessem as informações estratégicas geradas no território nacional. "Temos um sistema de comunicações à parte, que não foi comprado do americano, mas sim de uma empresa alemã". O trabalho dos técnicos das três instituições para desvendar o algotrítimo alemão e criar um modelo brasileiro deverá ficar pronto ainda em 2004.

O projeto Sivam é um dos projetos do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Ele se diferencia dos outros projetos de proteção da Amazônia como o Projeto Nossa Natureza e o Calha Norte (ambos criados no governo Sarney) por fazer uso intensivo das Novas Tecnologias da Informação (sistemas de sensoriamento remoto orbitais e sub-orbitais, por exemplo).

O maior objetivo do Sivam é exercer a soberania sobre parte do território brasileiro, que é comumente alvo de ações de narcotraficantes e biopiratas, ocupação desordenada do solo e invasão de terras indígenas. A Floresta Amazônica representa 60% do território nacional mas apenas 12% da população brasileira vive nela. Representa 9 estados brasileiros, sendo: Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Roraima, Amapá, Maranhão e Tocantins. Estima-se que 30% dos recursos genéticos existentes no planeta, potenciais para as indústrias farmacêuticas, estejam na floresta, que é também detentora da maior bacia hidrográfica do mundo.

Atualizado em 16/01/04
http://www.comciencia.br
contato@comciencia.br

© 2001
SBPC/Labjor

Brasil