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Por que os paradigmas nunca são realmente falseáveis?

por Enézio E. de Almeida Filho *

Por que os paradigmas [não seriam verdadeiros 'paradogmas'?] não são falseáveis? A possível resposta para esta pergunta é a de que um paradigma (a teoria aceita pela comunidade científica) nunca realmente é falseável porque apenas uma falsificação teria conseqüências catastróficas para os que praticam 'ciência normal' debaixo do 'guarda-chuva' epistemológico dominante.

O que temos na prática do dia-a-dia nas salas de aula e laboratórios, em termos epistemológicos, é a manutenção ferrenha de uma pseudo-falseabilidade somente para qualificar a teoria como 'científica'. A palavra de ordem parece ser: "Caso queira se formar e ter uma carreira acadêmica de sucesso, não ouse questionar o paradigma"...

E quando surgem evidências não confirmadoras do paradigma? Nenhum problema grave a ponto de tirar o sono dos cientistas, porque mesmo a evidência não confirmadora logo é absorvida pela adição de sub-teorias ou pela invenção de novas entidades. Não importa, e o que é lastimável, se as teorias sejam consideradas 'ad hoc' ou que as entidades sejam inobserváveis enquanto a Nomenklatura científica [revisão por pares ou 'a síndrome dos soldadinhos de chumbo'] tiver o controle dos canais de comunicação científica e dos recursos financeiros para pesquisas.

Felizmente para uns poucos, e para desespero de muitos, a livre circulação de idéias na Internet já está colocando em perigo este 'apparatchik' epistemológico. Pro bonum Scientia!

* Coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Campinas - (SP) (em organização)
E-mail: neddy@uol.com.br

 

 

 

Atualizado em 10/09/03

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2001
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