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Pandemia de neoliberalismo: a ortodoxia nunca desafiada

Por Rafael Evangelista

Passados mais de seis meses desde a decretação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) da pandemia do novo coronavírus, o novo normal brasileiro na verdade continua um ciclo iniciado entre 2015 e 2016, e que parece longe de acabar. Tratou-se de fato de uma ruptura radical com a ideia de que cabe às instituições democráticas e seus representantes organizar a vida social e o uso dos recursos materiais tendo em vista a sobrevivência e o bem-estar geral da população. Uso a palavra “cabe” aqui tanto no sentido do que é possível como entendendo que há uma responsabilidade, uma obrigação de ação. Muitos entenderam que a pandemia, embora trágica, seria uma oportunidade para rever certas omissões, para pactuar nacionalmente uma organização social que nos oferecesse, enquanto sociedade, uma maior capacidade de sobreviver a tragédias e imprevistos. Em lugar disso ganhamos um “e daí?”, repetido em diversas situações. Continue lendo Pandemia de neoliberalismo: a ortodoxia nunca desafiada

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Dossiê 223 – Janeiro e Fevereiro de 2021

Editor especial convidado: Juarez L. F. Da Silva, professor no Instituto de Química da USP de São Carlos. Doutor pela Universidade Técnica de Berlim e Instituto Fritz-Haber da sociedade Max-Planck, atua como pesquisador, coordenador de Educação e Disseminação do Conhecimento e coordenador de programa no Centro de Inovação em Novas Energias (CINE).

Agradecimentos especiais a Verónica Savignano pela revisão de todos os artigos e realização da entrevista que abre esta edição. Especializada em jornalismo científico pelo Labjor-Unicamp e graduada em jornalismo pela PUC-Campinas, Savignano trabalha desde 2005 na área de comunicação de organizações dedicadas à pesquisa e inovação. Atualmente, é jornalista científica no CINE. Continue lendo Clique aqui para acessar todo conteúdo do Dossiê Novas Energias

Desafios e oportunidades para o desenvolvimento de células solares fotovoltaicas emergentes

Por Paulo Ernesto Marchezi, Francineide Lopes de Araújo, Eduardo Giangrossi Machado, Agnaldo de Souza Gonçalves e Ana Flavia Nogueira

Ano após ano a população mundial cresce e com ela a demanda por energia. Seja pelo alto desenvolvimento tecnológico dos países ricos ou pela necessidade de industrialização dos países emergentes, este aumento torna-se preocupante. Mais recentemente, observamos também uma demanda crescente de energia para recarga de veículos elétricos, dispositivos eletrônicos (gadgets) conectados à internet e até mesmo sensores em aplicações de internet das coisas (IoT). A maioria das fontes energéticas empregadas atualmente para geração de eletricidade são procedentes da queima de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural), que são fontes não renováveis de energia, altamente poluentes e as maiores responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa. Por esses motivos, a busca por fontes de energia mais limpas, renováveis e sustentáveis têm sido um dos principais desafios da ciência moderna. Dentre as fontes renováveis de energia disponíveis, a energia solar é considerada a mais abundante porque em apenas um ano a energia solar que chega à Terra é cerca de 35 vezes maior do que as reservas mundiais de combustíveis fósseis. Desse modo, é primordial o desenvolvimento de tecnologias que aproveitem a energia solar para gerar eletricidade de forma economicamente competitiva e com o maior alcance possível. Atualmente, a tecnologia empregada para converter a energia solar diretamente em energia elétrica é a tecnologia fotovoltaica. Continue lendo Desafios e oportunidades para o desenvolvimento de células solares fotovoltaicas emergentes