Da interpretação de pesquisas eleitorais a riscos com apostas, dificuldades com números e probabilidades repercutem no cotidiano; especialistas apontam a aprendizagem ativa como um caminho para enfrentar o problema.
Expressar a incerteza torna a previsão mais informativa, pois preserva diferenças que uma resposta categórica não consegue comunicar. Imagine duas situações. Na primeira, as informações disponíveis indicam pequena possibilidade de chuva. Na segunda, apontam fortemente para sua ocorrência. Se ambas forem comunicadas simplesmente como “pode chover”, uma informação importante se perde. A probabilidade permite diferenciar essas situações e, mais importante, permite que essa diferença seja considerada por quem precisa tomar uma decisão.
A Copa do Mundo de 2026 terminou com a Espanha campeã, exatamente como apontavam modelos estatísticos. O balanço do torneio, com a Argentina vice-campeã e o Brasil eliminado pela Noruega, é ocasião para entender como a probabilidade transforma a paixão pelo futebol em estimativas de risco, e o que elas ensinam sobre incerteza e acaso.
Imagem: Cena de expedição da Comissão Científica de Exploração ao Ceará, 1859 (crédito: José dos Reis Carvalho, 1798-1892/Museu Dom João VI, Rio de Janeiro/Wikimedia Commons)
As expedições de exploração atuaram de forma decisiva na expansão de fronteiras, no mapeamento dos recursos naturais, na compreensão da geografia, no registro das populações locais e nativas e de seus modos de vida, na produção de mapas e itinerários, na coleta de espécimes botânicos e zoológicos e na elaboração de relatórios destinados a governos e instituições. Continue lendo Além da ciência: expedições como peças da geopolítica e da soberania→
Todos os verões austrais, dezenas de pesquisadores brasileiros trocam laboratórios por acampamentos, navios e temperaturas negativas para estudar um continente que influencia diretamente o clima e os oceanos da América do Sul
Com mais de 26 mil cavidades naturais registradas no país, pesquisadores brasileiros investigam os registros climáticos e biológicos preservados nas cavernas. Para avançar no conhecimento desses ambientes, é preciso enfrentar desafios que vão do mapeamento de campo à prevenção de infecções por fungos e parasitas.
Em territórios isolados e altamente protegidos, pesquisadores enfrentam travessias longas, infraestrutura limitada e condições extremas para produzir conhecimento essencial à conservação e à soberania nacional