Não temos muita dificuldade em reconhecer o caráter político das camisetas utilizadas pela candidata à vice-presidência, Manoela D’Ávila, nas eleições gerais no Brasil de 2018. Tratam-se de claras manifestações, em forma de frases curtas, estampadas sobre esses objetos de pano que revestem seu corpo: “nossas ideias são à prova de bala”, “rebele-se” ou “lute como uma garota”. Continue lendo Moda, poder e loucura→
Historicamente marginalizados no meio acadêmico, os estudos da moda mostram expansão no Brasil e no mundo, abrangendo diferentes áreas e consolidando o vestir como parte essencial das sociedades.Continue lendo Moda: do glamour ao furor científico→
Regis Debray escreveu para a revista Les temps modernes um artigo relevante, ainda para os nossos dias (1). Ele discute o tempo histórico , unido à ordem política, numa crítica severa e pouco exata de Antonio Gramsci. Segundo Debray quem acata o materialismo histórico se conforma diante das condições “objetivas” mundiais. Após o apocalipse revolucionário de 1917, os que desejavam acabar com a dominação capitalista sucumbiram às urnas, cujo perfume doutrinário exala o historicismo. Dado que o Final é definido –a sociedade sem alienações– o esforço reside em seguir as leis evolutivas obedecendo a aritmética do “mais” e do “menos”. Perder uma eleição afastaria o movimento do alvo, ganhar o aproximaria. Tudo é questão de tempo. Continue lendo ‘Dizer o passado, conhecer o presente, prever o futuro: tal é a luta’: Nós e Maquiavel→