Universidade pública e para todos os públicos

Por José Alves de Freitas Neto

 A realização de provas únicas (os famosos vestibulares) indica que a universidade, tão criativa em seu interior, é pouco original na seleção de seus futuros alunos. O imperativo de que o acesso deva ocorrer por um sistema universal de disputa de vagas mascara as diferenças escolares e sociais existentes e produz um ambiente muito homogêneo, perfil que contribui para o distanciamento. A universidade fechada em si mesma é um equívoco que remonta ao modo naturalizado de ingresso. Por quem e para quem é a universidade pública? A resposta é simples: para todos os públicos, de todas as rendas e de todas as experiências escolares. Ali, a experiência muda a vida dos mais vulneráveis socialmente, mas também das elites. Para além dos conhecimentos, aprende-se regras para a cidadania e o combate à cultura de privilégios. A universidade é um laboratório para o convívio democrático. Continue lendo Universidade pública e para todos os públicos

A autonomia universitária e seus percalços

Por Nina Beatriz Stocco Ranieri e Michel Kurdoglian Lutaif

Não há receita milagrosa para a efetivação da autonomia universitária. Como se verifica no caso das universidades estaduais paulistas, os fatores mais importantes são a responsabilidade institucional e a responsabilidade objetiva dos dirigentes. No caso das federais, o artigo 207 da Constituição Federal acabou não sendo efetivo: são administradas a partir de regras emanadas do Ministério da Educação. A edição da LDB em 1996 parecia anunciar uma nova era, fundada na descentralização, o que não se confirmou com o tempo. A legislação ordinária não controlou as principais variáveis que interferem na eficácia de sua atuação autônoma: condições de financiamento e especialidade do seu regime jurídico. Continue lendo A autonomia universitária e seus percalços

Universidade pública, equidade e gratuidade: velhas questões em novos cenários

Por Helena Sampaio

A proposta do Banco Mundial de instituir a cobrança de mensalidades nas universidades públicas como um meio para promover a equidade no ensino superior no país já soava ineficaz nos idos dos anos 1990. Com base nos dados usados pelo próprio órgão à época, o fim da gratuidade nas instituições públicas serviria apenas para excluir do ensino superior mais da metade dos estudantes do segmento das federais cujas famílias encontravam-se na faixa de renda de até dez salários mínimos. Continue lendo Universidade pública, equidade e gratuidade: velhas questões em novos cenários

Ronaldo Mota: ‘Universidade pública é o melhor investimento que uma nação pode fazer’

Por Allison Almeida

“Se entendermos as universidades públicas como espaços de produção de conhecimento e de interação forte com a capacidade produtiva, calcada em inovação, contribuindo de forma substantiva para ampliar o nível de produtividade e competitividade do país, elas seriam a melhor opção de investimento que uma nação pode ter”. Continue lendo Ronaldo Mota: ‘Universidade pública é o melhor investimento que uma nação pode fazer’

Qual o melhor vestibular? Os problemas, soluções e alternativas para os modelos já existentes no Brasil e em outros países

Por Camila Pissolito

Os debates relacionados à equidade e mérito sobre o que seria o vestibular “ideal” Continue lendo Qual o melhor vestibular? Os problemas, soluções e alternativas para os modelos já existentes no Brasil e em outros países

Resolução do MEC sobre a extensão universitária traz desafios e requer novas estratégias

Por Priscila Ferreira

Norma reforçou a inclusão da extensão como parte obrigatória da graduação e pós-graduação para assegurar que projetos sejam orientados, prioritariamente, para áreas de grande pertinência social Continue lendo Resolução do MEC sobre a extensão universitária traz desafios e requer novas estratégias

_revista de jornalismo científico do Labjor

replica watches uk breitling replica breitling replica omega replica rolex replica watches