Arquivo da categoria: entrevista

Hélion Póvoa Neto: deslocamentos populacionais acompanham a história da humanidade

Agravados em tempos de pandemia e alta conectividade, fluxos migratórios configuram um mundo crescentemente móvel

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Juarez Xavier: ‘Onde há racismo, há machismo, e onde há racismo e machismo, há supremacismo de classe’

Por Rafael Revadam

Formado em jornalismo, com mestrado e doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP, Juarez Tadeu de Paula Xavier é professor da Unesp no campus de Bauru. Com cerca de 30 anos de experiência no jornalismo, é também colunista sobre diversidade da Rádio FM/Unesp e membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Pesquisadores e Comunicadores em Comunicação Popular, Comunitária e Cidadã (ABPCOM). É coordenador do Núcleo Negro Unesp para a Pesquisa e Extensão (Nupe). No ano passado, o professor foi esfaqueado e sofreu ofensas racistas no Dia da Consciência Negra.

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Christian Dunker: crise de saúde mental, clínicas abertas, redes sociais e divulgação científica

Em vídeo e texto, Mateus Bravin Lopes e Alan Felipe entrevistam Christian Dunker, psicanalista da USP e autor de vários livros que mantém há 3 anos o canal ‘Falando Nisso’ no Youtube:

“Nós temos 40 anos que antecederam essa hoje consensual crise em saúde mental. Um dos fatores é a modificação profunda de nossas formas de trabalhar. Então temos trabalho por projeto, trabalho precarizado, trabalho intermitente. Isso gera não só uma alteração no nosso cotidiano, mas o reposicionamento da função de sofrimento. São formas de gerenciar o trabalho ligadas ao aumento do sofrimento dos sujeitos para que produzam mais. Você atemoriza com a paranóia do desemprego, você pratica bullying ostensivo. São formas de gerenciar que vão até o coaching e companhia, verdadeiras fontes de insalubridade mental.” Continue lendo Christian Dunker: crise de saúde mental, clínicas abertas, redes sociais e divulgação científica

Claudio Giordano, um recuperador de textos antigos preocupado com nossa memória

Por Mateus Bravin Constant Lopes

Claudio Giordano fundou a Editora Giordano em 1990. Em parceria com editoras universitárias, Editora Ateliê, Loyola, entre outras, editou obras no intuito de “recuperar nossa memória”, desenvolvendo um acervo próprio de livros do passado, escrito por “aventureiros” que o antecederam. Recusa a denominação de bibliófilo, pois não se vê como amante dos livros. Para ele o livro sempre foi uma companhia, “alguém para dialogar”.

Em 1999, Giordano recebeu o prêmio Jabuti de tradução pela obra cavaleiresca de Joanot Martorell, Tirant lo blanc, traduzida diretamente do catalão. No mesmo ano criou a Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes, publicou dezenas de títulos – algumas edições de caráter artesanal. Giordano deu continuidade aos projetos de sua antiga editora, com destaque para a Coleção Memória, segmentada em memória brasileira, portuguesa e universal, com 40 títulos entre 1991 e 2006.

Passou a ser reconhecido pelo seu trabalho entre editores e bibliófilos e chegou a receber uma doação de 10 mil livros brasileiros editados entre 1900 e 1950, que somada a outras doações e aquisições, constituía um acervo de 40 mil itens. Por dificuldade financeira, doou o acervo à Biblioteca Central César Lattes da Unicamp, disponível para consulta desde 2008. Continue lendo Claudio Giordano, um recuperador de textos antigos preocupado com nossa memória

Alcir Pécora: ‘Hoje o que não está resolvido é qual o valor e a estética literária na vida contemporânea’

Por Mariana Hafiz

Os hábitos de leitura dos brasileiros têm mudado nos últimos doze anos, conforme mostra o estudo “Relatos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro. A última pesquisa, feita em 2016 com dados de 2015, mostra, por exemplo, que o brasileiro lê em média 2,43 livros inteiros por ano, apesar da porcentagem de leitores no país ter aumentado para 56% em relação a 2011 (50%).

Além disso, surgem novos fenômenos no âmbito da literatura a partir do momento em que há aumento de tecnologias digitais facilitadoras de leitura, que buscam otimizar o acesso a livros e à experiência literária como um todo, como no caso das livrarias online, aplicativos para dispositivos móveis, Kindles e e-books.

Onde fica a teoria literária nesse novo e crescente ambiente digital é o tema da entrevista com o crítico literário e professor do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp, Alcir Pécora. Ele fala à ComCiência sobre realizar pesquisa em literatura e seu papel na atualidade e dá sugestões de leituras que considera importantes neste momento. Continue lendo Alcir Pécora: ‘Hoje o que não está resolvido é qual o valor e a estética literária na vida contemporânea’

José Paulo Florenzano: “Chegou a hora de reconhecer que a riqueza do futebol brasileiro, a sua inventividade, também se dá no campo político”.

Por Samuel Ribeiro dos Santos Neto

O que democracia tem a ver com futebol? Quem responde é José Paulo Florenzano, professor do Departamento de Antropologia da PUC São Paulo e pesquisador do futebol. Em sua carreira, navegou entre a antropologia urbana, a sociologia do esporte e a história política para entender melhor o futebol na cultura nacional. Escreveu o livro A democracia corinthiana: práticas de liberdade no futebol brasileiro, fruto de quase uma década de trabalho. Continue lendo José Paulo Florenzano: “Chegou a hora de reconhecer que a riqueza do futebol brasileiro, a sua inventividade, também se dá no campo político”.

Letícia Cesarino: “Todo populista bem-sucedido hoje precisa ser também um bom influenciador digital”

Por Maria Clara Ferreira Guimarães e Matheus Antonino Vaz

A eleição de Jair Bolsonaro inaugurou o populismo digital no Brasil, segundo a antropóloga Letícia Cesarino. A atuação da rede bolsonarista nas plataformas digitais, em especial no WhatsApp, tem sido acompanhada pela pesquisadora, que comenta os desdobramentos desse processo para a ComCiência. Continue lendo Letícia Cesarino: “Todo populista bem-sucedido hoje precisa ser também um bom influenciador digital”

Ronaldo Mota: ‘Universidade pública é o melhor investimento que uma nação pode fazer’

Por Allison Almeida

“Se entendermos as universidades públicas como espaços de produção de conhecimento e de interação forte com a capacidade produtiva, calcada em inovação, contribuindo de forma substantiva para ampliar o nível de produtividade e competitividade do país, elas seriam a melhor opção de investimento que uma nação pode ter”. Continue lendo Ronaldo Mota: ‘Universidade pública é o melhor investimento que uma nação pode fazer’