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Volta às aulas: a dificuldade em aprender probabilidade pode estar no vocabulário, não apenas nas contas

Estudos brasileiros mostram que alunos do ensino fundamental chegam à sala de aula com sentidos coloquiais para termos centrais da probabilidade – e pesquisadores exploram caminhos lúdicos para construir o significado formal

Por Vanessa Ayres Pereira Continue lendo Volta às aulas: a dificuldade em aprender probabilidade pode estar no vocabulário, não apenas nas contas →

O inglês como forma de colonialidade do saber na ciência

Por Robson Fernandes e Marcia Alvim

Inúmeros fatores históricos e geopolíticos corroboraram para a utilização da língua inglesa em escala global. No que se refere a produção científica, o inglês é considerado a língua franca das ciências, permitindo que pesquisadores de várias nações compartilhem informações usando um idioma comum. O crescimento constante no número de artigos científicos publicados em inglês demonstra sua ampla adoção por pesquisadores, cientistas, periódicos e repositórios, incluindo aqueles de países que não falam inglês como língua materna. Este processo também abrange propostas de internacionalização das instituições de pesquisa e ensino, bem como a avaliação de pesquisadores e rankings acadêmicos. Continue lendo O inglês como forma de colonialidade do saber na ciência →

Comunicação pública, propriedade privada

Por Sérgio Amadeu da Silveira

A sociedade civil no Brasil nunca teve força para aplicar um regulamento público aos meios de comunicação privados que atuam na comunicação pública. Continue lendo Comunicação pública, propriedade privada →

Revolução tecnológica, automação e vigilância

Por Sérgio Amadeu da Silveira

Sim, a confluência de tecnologias – da impressão 3D com a internet das coisas (IoT), da robótica com a neurociência, da inteligência artificial com a biologia sintética – poderá trazer produtos e serviços superiores. Mas não há indícios de que os produtos e serviços da quarta revolução industrial vão alterar a tendência de concentração econômica. A automação elimina postos de trabalho e cria outros: há quem indique um ganho líquido nesse processo. Ainda assim, também ganha força o debate sobre a necessidade de vincular a nova revolução a uma renda básica universal e de preservar os serviços públicos da invasão da “algoritmização” privada. Continue lendo Revolução tecnológica, automação e vigilância →

A privatização das prisões em duas perspectivas: preso como mercadoria e gestão compartilhada com Comandos

Por Camila Nunes Dias e Josiane da Silva Brito

No Brasil, a produção da delinquência se efetiva na constituição da prisão como lócus de articulação da criminalidade e de conformação de redes criminais mais amplas, densas e complexas. Para que a posição política estratégica da prisão seja preservada, faz-se necessário recriar continuamente formas de justificá-la, dispositivos técnicos e discursivos que a legitimem e permitam o fortalecimento do círculo vicioso que articula a dinâmica criminal e o encarceramento em massa como elementos políticos centrais.
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