Inteligência artificial e feminismo: vinculação necessária

A epistemologia feminista propõe o conceito de “ponto de vista feminista” como uma ferramenta crítica capaz de revelar que a objetividade científica é, na verdade, construída a partir de posições sociais específicas, geralmente masculinas, brancas e ocidentais, que foram naturalizadas como universais.

A crítica feminista à IA não se reduz a um apelo à inclusão de mulheres no campo tecnológico, mas sim à reestruturação profunda das bases epistemológicas e políticas que sustentam a produção. Trata-se de questionar quem define o que é inteligência, quem projeta os sistemas, com quais dados, com quais objetivos e a serviço de quais interesses. É nesse horizonte que se coloca a relevância de um projeto de IA feminista e decolonial, que reconheça os marcadores de gênero, raça, classe e território como elementos estruturantes na concepção, desenvolvimento e aplicação das tecnologias.

Por Mirlene Fátima Simões Wexell Severo Continue lendo Inteligência artificial e feminismo: vinculação necessária →

Colonialismo digital, um novo nome para a velha exploração

Em Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana, Deivison Faustino e Walter Lippold desmascaram como as Big Techs atualizam velhas estruturas de opressão e racialização, agora também no cenário digital.

Por Marcos Vinícius Ribeiro Ferreira Continue lendo Colonialismo digital, um novo nome para a velha exploração →

Agência Brasil / Jose Cruz

Mesmo com terras raras, Brasil mantém dependência econômica na transição energética

Especialistas apontam que a exploração de terras raras para viabilizar a transição energética só será uma vantagem para o Brasil se houver investimento para produzir tecnologia de alto valor agregado e retorno social e econômico para a sociedade.

Por Gabriela Andrietta Continue lendo Mesmo com terras raras, Brasil mantém dependência econômica na transição energética →

_revista de jornalismo científico do Labjor