Arquivo da categoria: entrevista

Daniel Cerqueira: ‘Taxa de homicídio no Brasil é fruto de país arcaico e racista’

Por Carolina Medeiros

Ineficácia do armamento pela população, racismo, machismo e desigualdades sociais são temas abordados por Daniel Ricardo de Castro Cerqueira, um dos coordenadores do Atlas da violência, publicado pelo Ipea. “Eu diria que as desigualdades sociais, políticas e econômicas, bem como a descomunal taxa de homicídio no Brasil, são frutos de uma mesma árvore: um país arcaico e racista, cujas elites possuem mentalidade ainda escravocrata, em que é naturalizada a ideia de privilégios para poucos, em detrimento do bem comum”.
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Ildeu Moreira: Por falta de visão, política e recursos, há muitos desafios para criar cultura científica

Por Phillipe Pessoa 

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) aborda pontos fundamentais da política científica e tecnológica do Brasil, os desafios frente aos drásticos cortes de verbas e aponta caminhos para que a ciência dê subsídios ao crescimento e desenvolvimento do país. Ildeu de Castro Moreira é professor do Instituto de Física da UFRJ e trabalha nas áreas de física teórica, história da ciência e comunicação científica.
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Luiz Bras: Nosso tempo precisa de novos mitos, não dualistas, que incluam e equilibrem as mais diferentes polaridades

Por Janaína Quitério

Escrever contos e romances sobre criaturas moldadas em laboratório ou puramente eletrônicas é se relacionar com o outro. Com o estranho estrangeiro que nasceu de nós mesmos, mas apresenta outra subjetividade. Isso nos obriga a sair da rotina e pensar formas desconhecidas de interação política e comunicação afetiva. Continue lendo Luiz Bras: Nosso tempo precisa de novos mitos, não dualistas, que incluam e equilibrem as mais diferentes polaridades

Tira-dúvidas: Febre amarela

A febre amarela

O surto da forma silvestre da febre amarela começou em dezembro de 2016 em Minas Gerais e, hoje, já atinge pelo menos 19 estados brasileiros. Segundo divulgado pelo Bio-Manguinhos, Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, “a maior preocupação da comunidade médica está na eventual transformação do surto em epidemia e a evolução da forma silvestre para a urbana. As autoridades de saúde estão avaliando se, depois da atual política de contenção, a estratégia de vacinação contra a doença deve se estender a uma parcela maior da população”.

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Um ‘tira-dúvidas oficial’ com a Anvisa

Por Graziele Souza

O papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, é principalmente, a proteção da saúde da população, por meio do controle sanitário da produção e consumo de produtos e serviços submetidos à vigilância sanitária, incluindo os ambientes, os processos, os insumos e as tecnologias a eles relacionados. Também é responsável pelo controle dos portos, aeroportos, fronteiras e nas alfândegas. Continue lendo Um ‘tira-dúvidas oficial’ com a Anvisa

Leonardo Sakamoto: O futuro das redes sociais está diretamente ligado ao futuro da educação para as redes sociais

Por Gustavo Almeida e Tiago Alcantara

As redes sociais são maravilhosas; elas aproximam pessoas, facilitam revoluções, encurtam distâncias. Mas, ao mesmo tempo, você tornar possível o contato de muita gente que não está preparada para essa comunicação sem prepará-la para isso, pode significar que essas pessoas se tornem veiculadoras de boatos e mentiras que possam criar problemas graves para a sociedade, ou mesmo acreditarem em boatos e mentiras porque não estão acostumadas, inclusive, em entender, por exemplo, que uma matéria bem apurada é mais forte que um meme que foi enviado pelo seu “best friend forever” de algum lugar E, não sendo preparada, ela pode cair mais facilmente numa rede de mentiras ou se tornar, ela mesma, vetor de difusão de mentiras. Continue lendo Leonardo Sakamoto: O futuro das redes sociais está diretamente ligado ao futuro da educação para as redes sociais

Judith Butler: ‘Boa parte de teoria queer foi dirigida contra o policiamento da identidade’

Eu também fiquei desorientada com o surgimento dos estudos queer como uma afirmação de ‘identidades queer’ que ocorreu em certos lugares na Europa. Agora as pessoas dizem: ‘eu sou queer’, e no momento que a teoria começou, tenho bastante certeza de que quase todos achavam que ‘queer’ não deveria ser uma identidade, mas sim nomear algo da trajetória incapturável ou imprevisível de uma vida sexual. Talvez a afirmação ‘eu sou queer’ deva ser a exibição pública de um paradoxo sobre o qual as outras pessoas devem pensar. Entendo que, em certos contextos, a demanda por reconhecimento dentro de estruturas institucionais e públicas é grande, e que uma forma de conseguir isso é estabelecendo uma identidade.” Continue lendo Judith Butler: ‘Boa parte de teoria queer foi dirigida contra o policiamento da identidade’