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Divulgação e cultura científica

Por Carlos Vogt, Nereide Cerqueira, Marta Kanashiro
 
A revista ComCiência, em comemoração à sua 100ª edição, publicou uma entrevista com seu diretor de redação, Carlos Vogt. Poeta e linguista, abordou as origens da revista, da cultura científica e a institucionalização da divulgação científica no Brasil. Vogt foi reitor da Unicamp, presidente da Fapesp, coordenador do Labjor e Secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo, e tem uma visão aguçada sobre o tema. Assim, essa edição retoma a entrevista em questão, destacando que é no espirito do conhecimento como bem público e da comunicação pública da ciência que se desenvolvem os trabalhos do Labjor e a publicação da revista ComCiência, desde a sua origem, em 1999.

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A crise brasileira

Por Carlos Vogt

Conversas na crise: depois do futuro foi uma iniciativa do Instituto de Estudos Avançados da Unicamp (IdEA), da TV Cultura e, posteriormente, do UOL. Nasceu, em 2019, como um ciclo de conferências sobre a crise brasileira, organizado pela reitoria da Unicamp e pelo IdEA, com convidados de destaque que refletiram e expuseram seus comentários, análises e interpretações da gravidade da situação econômica, ambiental, política, social e cultural vivida no país, antes mesmo de seu agravamento, em 2020 pela pandemia da Covid-19. Continue lendo A crise brasileira

Índice do projeto Lab-19

Lab-19 é uma produção dos alunos e alunas da Oficina de Jornalismo  Científico II do curso de Especialização em Jornalismo Científico do Labjor-Nudecri/IEL/IA, da Unicamp, para cobrir a pandemia da Covid-19. Os textos desta série paralela são editados exclusivamente por Germana Barata e Sabine Righetti, professoras do curso. Continue lendo Índice do projeto Lab-19

Falta de orientação sobre como parafrasear leva ao plágio, aponta pesquisa

Por Bianca Bosso

Razões da ‘cultura’ da cópia de ideias alheias e do sucesso das pseudociências foram debatidas em seminário promovida pelo Labjor. No primeiro caso, antídoto é adotar política nítida de discernimento entre o aceitável e o antiético. No segundo, foco nos processos da ciência é mais eficaz que o tradicional ensino de conceitos prontos. Continue lendo Falta de orientação sobre como parafrasear leva ao plágio, aponta pesquisa

Documentário revisita trajetória e pensamento do historiador Robert Slenes, referência nas pesquisas sobre escravidão

Por Luís Fernando M. Costa e Marta Avancini (Editora da Unicamp), especial para o Jornal da Unicamp
Fotos: Antoninho Perri
Edição de imagens: Luis Paulo Silva

A tradição historiográfica brasileira do século XX sobre escravidão considerava que o escravo era incapaz de desenvolver junto a seus semelhantes uma identidade pessoal e uma cultura autônoma e plena de vitalidade. Segundo essa visão, o regime escravocrata esgotaria a existência dos indivíduos submetidos a ele, transformando-os em vítimas de forças externas e, portanto, incapazes de atuar como sujeitos.

A partir dos anos 1980, essa abordagem começa a mudar, na medida em que historiadores incorporam metodologias capazes de apreender a cultura e o cotidiano dos escravos. Nessa perspectiva, a cultura é tratada como um campo de conflitos, ao invés de um campo no qual forças dominantes suprimem os esforços de uma classe subalterna. Nessa revolução, o nome do historiador Robert Slenes, ligado ao Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, surge como referência para a historiografia sobre escravidão e da cultura africana e afro-brasileira. Continue lendo Documentário revisita trajetória e pensamento do historiador Robert Slenes, referência nas pesquisas sobre escravidão