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Da linguística geral à filosofia da linguagem: escutando os sentidos do signo morte nos estudos da língu(a)gem

Por Valdemir Miotello, Camila Caracelli Scherma, Fabrício Cesar de Oliveira e Nathalia Viana da Mota

RESUMO: A partir de Saussure, passando por Bakhtin, a questão da significação constituiu um problema central nos estudos filosóficos do século XX. De um lado, estavam os herdeiros do Crátilo (Platão), defensores da teoria objetivista da linguagem, tais como Ferdinand de Saussure, que julgavam que as palavras deveriam refletir apenas a descrição, sincrônica e imutável, da realidade; do outro lado, encontravam-se os herdeiros das Investigações filosóficas (Wittgenstein), defensores de uma visada mais concreta e pragmática, tais como Mikhail Bakhtin, que entendiam que com as palavras poder-se-ia fazer muito mais coisas do que apenas descrever, nomear ou classificar os objetos no mundo, pois entendiam a língu(a)gem como ação, como um agir no mundo em interação social. Nesse sentido, o objetivo deste texto é apresentar algumas compreensões dos sentidos do signo morte nos estudos da língu(a)gem. Para tanto, procuramos estabelecer uma relação dialógica entre a perspectiva linguística saussuriana e a perspectiva linguístico-filosófica bakhtiniana no que tange à concepção de língua e, sobretudo, de signo. Continue lendo Da linguística geral à filosofia da linguagem: escutando os sentidos do signo morte nos estudos da língu(a)gem

Comunicação sensacionalista deixa ciência de ressaca

Por Marcelo Yamashita e Carlos Orsi, do Instituto Questão de Ciência

Publicado originalmente na revista Questão de Ciência e republicado na revista ComCiência com autorização dos autores.

A assessoria de imprensa bartender tem como contraparte e complemento o jornalismo bartender, que não existe para informar, mas entreter. Um dos recursos usados por esse tipo de jornalismo é, exatamente, o da sensacionalização da ciência, construindo estereótipos que reduzem descobertas científicas a anedotas de botequim e levam o público à indiferença (“se tudo causa câncer, para que parar de fumar?”). Nenhum engajamento vale esse preço. Continue lendo Comunicação sensacionalista deixa ciência de ressaca

Uma ação cooperativa e interdisciplinar para retomada da língua Kali’na

Gelsama Mara F. dos Santos, Evilania Bento da Cunha, Kassia Angela Lod Moraes Galiby, Evangelina Sonia dos Santos Jeanjacque, Davi Castro Gabriel, Nicole Sthefany Lod da Silva e Valber Rogério dos Santos Jeanjacques Continue lendo Uma ação cooperativa e interdisciplinar para retomada da língua Kali’na

O breve período da comunicação pública no Brasil: história, golpes e lições

Por Laurindo Lalo Leal Filho

 Apesar de destruída, a comunicação pública, quando voltar a ser implantada no Brasil, não retornará à estaca zero. Os acertos e erros cometidos durante nove anos deverão servir de base para a sua reconstrução. Superar as deficiências tecnológicas e editoriais é tarefa prioritária. Continue lendo O breve período da comunicação pública no Brasil: história, golpes e lições

Inconsciência econômica: opacidade construída

Por Ladislau Dowbor

A explicitação dos dramas econômicos, sociais e ambientais surge com força no que ainda chamamos de imprensa alternativa, que saiu da lógica interessada da mídia comercial, e apresenta o mundo real. Mais do que alternativa, uma imprensa livre. No Brasil, essa mídia é hoje um universo em expansão, com poucos meios financeiros, mas navegando no potencial que se abriu com o acesso online, colaborando em rede, de forma gratuita, e sobretudo honesta. São opiniões diversas,  sem dúvida, mas honestas. Continue lendo Inconsciência econômica: opacidade construída