Arquivo da categoria: resenha

A urgência da universidade necessária

Por Peter Schulz

A universidade necessária de Darcy Ribeiro completa 50 anos. Lançado em 1969, o livro é composto por textos escritos nos dois anos anteriores. Remete, portanto, a tempos difíceis, precisando ser relembrado agora, novo momento complexo para a educação em nosso país. O livro é sobre a universidade pública para uma América Latina atolada no subdesenvolvimento e mergulhada em ditaduras durante a Guerra Fria de então. Hoje, o contexto parece diferente e, apressadamente, pode-se dizer que as questões colocadas na obra seriam então anacrônicas. Hipótese que se revela falsa, pois muitas das questões continuam em aberto e, assim, persistem e permanecem atuais. Continue lendo A urgência da universidade necessária

Cátedras Unesco e os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Por Salete Cecilia de Souza

A obra Cátedras Unesco e os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável,  publicada neste ano, é organizada por Geraldo Caliman, doutor em educação pela Università Pontificia Salesiana de Roma e professor da Universidade Católica de Brasília, onde já atuou também como pró-reitor de pós-graduação e pesquisa e onde ensina no programa de mestrado e doutorado em educação e coordena a cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade. Continue lendo Cátedras Unesco e os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Em ‘Eu, robô’ de Isaac Asimov, os robôs são distração

Por Carlos Orsi

Leitura do clássico vale, ainda hoje, tanto pela diversão que traz quanto pelas reflexões que provoca – não sobre a automação e seu impacto na sociedade, mas sobre a natureza da inteligência, a fluidez da linguagem (afinal, o que significa “ferir um ser humano?” o que é “ferir”? o que é “humano”?), sobre liberdade e, por fim, sobre a relação da humanidade com quaisquer tecnologias que cria. Continue lendo Em ‘Eu, robô’ de Isaac Asimov, os robôs são distração

Cérebro: máquina do tempo, tambor de todos os ritmos

Por Camila P. Cunha

Dean Buonomano, biólogo formado pela Unicamp e hoje professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles, estuda o cérebro como órgão temporal, que conta o tempo, antecipa o futuro e gera padrões que nos projetam mentalmente em diferentes pontos do espaço-tempo. Autor do best-seller Your brain is a time machine: the neuroscience and physics of time (editora Norton, 2018), ele propõe uma viagem multidisciplinar no tempo para revelar o universo em nós. Continue lendo Cérebro: máquina do tempo, tambor de todos os ritmos

Um mundo de perguntas e angústias

Por Adilson Roberto Gonçalves

21 lições para o século 21 é um livro para nos deixar com angústias, não trazer respostas, apenas formular mais e mais perguntas. O autor lapidou seus pensamentos e nos apresenta um texto muito bem escrito, na mesma linha dos anteriores Sapiens e Homo Deus. Continue lendo Um mundo de perguntas e angústias

A flexibilidade não está a favor dos trabalhadores

Por Paula Drummond de Castro

Se a ideia de flexibilidade no trabalho pode soar moderna e libertadora para alguns, a Sadi Dal Rosso não engana. Para o autor de O ardil da flexibilidade: os trabalhadores e a teoria do valor (Coleção Mundo do Trabalho, Ed. Boitempo), o sociólogo, filósofo e professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, Sadi Dal Rosso, o contrário da rigidez das horas de trabalho é uma nova roupagem da distribuição das horas laborais, porém sem direitos. A “uberização” do trabalho, o trabalho online, o freela fixo, o pejota são algumas das novas conformações da flexibilidade que visa atender, sobretudo às necessidades do capital, e não da força de trabalho, que vive cada vez mais o desmoronamento das fronteiras entre horas de trabalho e não trabalho. Para Dal Rosso é uma ilusão pensar que a distribuição flexível das horas de trabalho está nas mãos do trabalhador. Continue lendo A flexibilidade não está a favor dos trabalhadores