Ricardo Antunes: ‘Os jovens de hoje que tiverem sorte serão servos’

Por Suzana C. Petropouleas

Ricardo Coltro Antunes é sociólogo brasileiro e autor de O sentido do trabalho e O novo sindicalismo no Brasil, entre outras obras. Em seu novo livro, O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital (Boitempo, 2018), discute as novas formas em que o trabalho se apresenta num mundo cada vez mais conectado, desregulamentado e complexo, onde servidão e retrocessos frequentemente confundem-se com privilégios e avanços. Continue lendo Ricardo Antunes: ‘Os jovens de hoje que tiverem sorte serão servos’

Sete coisas que precisam acontecer antes de termos uma economia sem empregos

Por Larry Alton

Algumas pessoas trabalham toda a vida só para não precisar mais trabalhar. Perseguem um sonho de aposentadoria porque, mesmo “gostando” de seus empregos, ainda se trata de uma responsabilidade obrigatória; temos que trabalhar para pagar comida, abrigo e todas as demais necessidades básicas. Mas e se, um dia, pudéssemos viver em uma “economia sem empregos”, um mundo em que todas aquelas necessidades básicas nos fossem supridas porque já há fartura delas? Parece que tal conceito deveria ser relegado – indefinidamente – ao âmbito da ficção científica, mas alguns especialistas em economia e tecnologia preveem que isso pode ser uma realidade ainda durante o período de nossas existências. Continue lendo Sete coisas que precisam acontecer antes de termos uma economia sem empregos

Trabalho animal: cooperação e especialização na realização de tarefas não são exclusividades humanas

Por Sarah Azoubel Lima

Não é espantoso que animais como golfinhos se beneficiem da interação com seus grupos sociais. Afinal, nós entendemos bem esse tipo de toma-lá-dá-cá. Mas quando se fala em cooperação animal, nem os golfinhos, nem os humanos, ocupam a posição mais extrema no gradiente da socialidade. Continue lendo Trabalho animal: cooperação e especialização na realização de tarefas não são exclusividades humanas

A flexibilidade não está a favor dos trabalhadores

Por Paula Drummond de Castro

Se a ideia de flexibilidade no trabalho pode soar moderna e libertadora para alguns, a Sadi Dal Rosso não engana. Para o autor de O ardil da flexibilidade: os trabalhadores e a teoria do valor (Coleção Mundo do Trabalho, Ed. Boitempo), o sociólogo, filósofo e professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, Sadi Dal Rosso, o contrário da rigidez das horas de trabalho é uma nova roupagem da distribuição das horas laborais, porém sem direitos. A “uberização” do trabalho, o trabalho online, o freela fixo, o pejota são algumas das novas conformações da flexibilidade que visa atender, sobretudo às necessidades do capital, e não da força de trabalho, que vive cada vez mais o desmoronamento das fronteiras entre horas de trabalho e não trabalho. Para Dal Rosso é uma ilusão pensar que a distribuição flexível das horas de trabalho está nas mãos do trabalhador. Continue lendo A flexibilidade não está a favor dos trabalhadores

_revista de jornalismo científico do Labjor