Arquivo da categoria: resenha

Quem foi que disse? Consenso e evidências são mais confiáveis que indivíduos

Por Laura Segovia Tercic

Por que confiar nos cientistas quando eles dizem que as mudanças climáticas irão mudar o mundo como o conhecemos e gerar crises e sofrimento? Livro de Naomi Oreskes, professora de história da ciência em Harvard, faz a pergunta fundamental de nossos dias.

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‘Como as democracias morrem’: um novo jeito de implantar ditaduras no século XXI

Por Bianca Bosso

“Surgira uma séria disputa entre o cavalo e o javali; então, o cavalo foi a um caçador e pediu ajuda para se vingar. O caçador concordou, mas disse: ‘Se deseja derrotar o javali, você deve permitir que eu ponha esta peça de ferro entre as suas mandíbulas, para que possa guiá-lo com estas rédeas, e que coloque esta sela nas suas costas, para que possa me manter firme enquanto seguimos o inimigo’. O cavalo aceitou as condições e o caçador logo o selou e bridou. Assim, com a ajuda do caçador, o cavalo logo venceu o javali, e então disse: ‘Agora, desça e retire essas coisas da minha boca e das minhas costas’. ‘Não tão rápido, amigo’, disse o caçador. ‘Eu o tenho sob minhas rédeas e esporas, e por enquanto prefiro mantê-lo assim.’

“O javali, o cavalo e o caçador” Fábulas de Esopo Continue lendo ‘Como as democracias morrem’: um novo jeito de implantar ditaduras no século XXI →

A urgência da universidade necessária

Por Peter Schulz

A universidade necessária de Darcy Ribeiro completa 50 anos. Lançado em 1969, o livro é composto por textos escritos nos dois anos anteriores. Remete, portanto, a tempos difíceis, precisando ser relembrado agora, novo momento complexo para a educação em nosso país. O livro é sobre a universidade pública para uma América Latina atolada no subdesenvolvimento e mergulhada em ditaduras durante a Guerra Fria de então. Hoje, o contexto parece diferente e, apressadamente, pode-se dizer que as questões colocadas na obra seriam então anacrônicas. Hipótese que se revela falsa, pois muitas das questões continuam em aberto e, assim, persistem e permanecem atuais. Continue lendo A urgência da universidade necessária →

Cátedras Unesco e os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Por Salete Cecilia de Souza

A obra Cátedras Unesco e os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável,  publicada neste ano, é organizada por Geraldo Caliman, doutor em educação pela Università Pontificia Salesiana de Roma e professor da Universidade Católica de Brasília, onde já atuou também como pró-reitor de pós-graduação e pesquisa e onde ensina no programa de mestrado e doutorado em educação e coordena a cátedra Unesco de Juventude, Educação e Sociedade. Continue lendo Cátedras Unesco e os desafios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável →

Em ‘Eu, robô’ de Isaac Asimov, os robôs são distração

Por Carlos Orsi

Leitura do clássico vale, ainda hoje, tanto pela diversão que traz quanto pelas reflexões que provoca – não sobre a automação e seu impacto na sociedade, mas sobre a natureza da inteligência, a fluidez da linguagem (afinal, o que significa “ferir um ser humano?” o que é “ferir”? o que é “humano”?), sobre liberdade e, por fim, sobre a relação da humanidade com quaisquer tecnologias que cria. Continue lendo Em ‘Eu, robô’ de Isaac Asimov, os robôs são distração →

Cérebro: máquina do tempo, tambor de todos os ritmos

Por Camila P. Cunha

Dean Buonomano, biólogo formado pela Unicamp e hoje professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles, estuda o cérebro como órgão temporal, que conta o tempo, antecipa o futuro e gera padrões que nos projetam mentalmente em diferentes pontos do espaço-tempo. Autor do best-seller Your brain is a time machine: the neuroscience and physics of time (editora Norton, 2018), ele propõe uma viagem multidisciplinar no tempo para revelar o universo em nós. Continue lendo Cérebro: máquina do tempo, tambor de todos os ritmos →

Um mundo de perguntas e angústias

Por Adilson Roberto Gonçalves

21 lições para o século 21 é um livro para nos deixar com angústias, não trazer respostas, apenas formular mais e mais perguntas. O autor lapidou seus pensamentos e nos apresenta um texto muito bem escrito, na mesma linha dos anteriores Sapiens e Homo Deus. Continue lendo Um mundo de perguntas e angústias →

A flexibilidade não está a favor dos trabalhadores

Por Paula Drummond de Castro

Se a ideia de flexibilidade no trabalho pode soar moderna e libertadora para alguns, a Sadi Dal Rosso não engana. Para o autor de O ardil da flexibilidade: os trabalhadores e a teoria do valor (Coleção Mundo do Trabalho, Ed. Boitempo), o sociólogo, filósofo e professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília, Sadi Dal Rosso, o contrário da rigidez das horas de trabalho é uma nova roupagem da distribuição das horas laborais, porém sem direitos. A “uberização” do trabalho, o trabalho online, o freela fixo, o pejota são algumas das novas conformações da flexibilidade que visa atender, sobretudo às necessidades do capital, e não da força de trabalho, que vive cada vez mais o desmoronamento das fronteiras entre horas de trabalho e não trabalho. Para Dal Rosso é uma ilusão pensar que a distribuição flexível das horas de trabalho está nas mãos do trabalhador. Continue lendo A flexibilidade não está a favor dos trabalhadores →